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Substituto de Boris Casoy defende o jornalista

Em defesa de Bóris Casoy
https://ocanals.files.wordpress.com/2010/01/panunzzio.jpg?w=200Antes de me prejulgar, por favor, peço que leia os argumentos que enumero até o final. Depois você pode fazer sua crítica embasado nas coisas que realmente penso.
Primeiro, preciso esclarecer que conheço o Bóris casoy há apenas dois anos. Tenho um grande respeito por ele e por sua história na televisão brasileira, onde ele reinventou a maneira de apresentar telejornais e inseriu a figura do âncora genuíno. Mas não sou amigo dele, nunca fui à sua casa e sequer tive uma conversa sobre assuntos de caráter pessoal com ele.
Na Band, sou seu substituto eventual no Jornal da Noite. Não estou subordinado a ele de nenhuma forma. Também não conversei com ele depois do episódio.
Vi com preocupação e tristeza as condenações veementes de que ele foi objeto nos últimos dias por causa do vazamento de uma frase infeliz ao final de um bloco do jornal. Chamaram-no de tudo o que é concebível e foram além.
O episódio serviu pra despertar o racismo, a intolerância religiosa, preconceitos de todo tipo que sobrevivem latentes, à espreita de uma oportunidade para se manifestar. E nenhuma voz se levantou até agora para dizer que esse exagero não encontra justificativa no que foi dito, no que vazou, nem na maneira como o raciocínio dos apresentadores foi esboçado.
O diálogo permite várias interpretações diferentes. Segundo a Vanessa Kalil, que é minha amiga querida e é também a editora-executiva do Jornal da Noite, o sentido verdadeiro não era o que foi abstraído pela opinião pública. O que ele estaria querendo dizer é que havia restado aos garis, que estão na base da pirâmide social, dar a mensagem de boas festas naquela edição do telejornal.
Uma das frases — “do alto de suas vassouras” — sequer foi pronunciada por ele.
Reveja o áudio da gravação e reflita: será que o episódio comporta pelo menos a dúvida quanto às intenções que estavam por trás do que foi dito ?
Ainda que você ache que não, que é realmente um absurdo uma manifestação de preconceito contra garis — contra qualquer um — reflita sobre a maneira preconceituosa com que o Bóris tem sido massacrado.
O Bóris, de qualquer forma, devia desculpas ao país. Senão pelo que pensa, pelo sentido que as coisas tomaram. E foi ele mesmo quem decidiu que deveria pedir desculpas no ar.
Mas nem isso o ajudou. Passaram a criticá-lo porque consideraram tímida a retratação. Como se o fato de ter se retratado não tivesse nenhuma importância.
Dito isso tudo, relembro, para finalizar, que o Bóris não está sozinho na galeria dos que cometeram gafes — voluntárias ou involuntárias — na televisão brasileira. Pedro Bial não virou o rei da homofobia porque fez um comentário infeliz anos atrás. Outras dezenas de casos correlatos aconteceram sem que seus protagonistas fossem crucificados por seus credos, oriegem étnica, preferência sexual ou o que quer que seja.
Por isso, não é justo nem razoável que Bóris Casoy continue sendo vítima de massacrante cyberbullying dos últimos dias.
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